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653 mil brasileiros recorreram ao seguro-desemprego em junho



Mais de 653 mil trabalhadores brasileiros recorreram ao seguro-desemprego em junho deste ano. O número é 28,4% maior que o registrado no mesmo período do ano passado e mostra que a crise causada pela pandemia do novo coronavírus segue deteriorando o mercado de trabalho brasileiro.

De acordo com balanço do Ministério da Economia, 653.160 pedidos de seguro-desemprego foram registrados no país em junho deste ano. O número supera em quase 150 mil o total de requerimentos realizados no mesmo período do ano passado: 508.886.

Com isso, subiu para 3.950.606 o total de brasileiros que já precisou recorrer ao benefício neste ano. É um aumento de 14,8% nos pedidos do seguro-desemprego no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado.

E a maior parte dessas solicitações foi registrada na pandemia de novo coronavírus. Afinal, as medidas de distanciamento social necessárias para evitar a disseminação da covid-19 exigiram o fechamento de diversas atividades econômicas. E isso levou muitas empresas a uma crise profunda, fazendo com que muitas firmas demitissem boa parte dos seus funcionários.

Segundo os dados do governo, 235 mil trabalhadores recorreram ao seguro-desemprego já na segunda quinzena de março, quando as primeiras medidas de isolamento social foram implementadas no Brasil. E esse número disparou com o endurecimento da quarentena: foram 748 mil pedidos em abril, 960 mil em maio e agora mais 635 mil no início de junho. 

Ou seja, 2,596 milhões dos 3,950 milhões dos pedidos de seguro-desemprego registrados neste ano foram apresentados na pandemia. É cerca de 65% do total.

O Ministério da Economia ressalta, por sua vez, que houve uma desaceleração do número de solicitações do seguro-desemprego em junho. "No mês de junho de 2020, foram contabilizados 653.160 requerimentos ao seguro desemprego, na modalidade trabalhador formal. O número representa uma queda de 32% na comparação com maio deste ano, em que foram contabilizados 960.309 requerimentos, havendo, portanto, uma diferença de 307.149", frisou a pasta.

O dado reforça o discurso do governo de que o fundo do poço da crise causada pela covid-19 já ficou para trás. Porém, ainda não é motivo de comemoração, segundo os especialistas. Afinal, a procura pelo seguro-desemprego segue em um nível maior que o registrado antes da pandemia e o mercado de trabalho brasileiro demora a se ajustar a uma crise. Por isso, muitos especialistas dizem que novas demissões ainda podem ocorrer.

Perfil
De acordo com o Ministério da Economia, a maior parte dos trabalhadores que deram entrada no seguro-desemprego em junho eram homens (60,4%), tinham entre 30 a 39 anos de idade (32,1%) e ensino médio completo (59,9%). Boa parte também trabalhava nos setores de serviços (41,7%), comércio (25,4%), indústria (18,7%), que foram mais atingidos pela pandemia.

Regionalmente, o maior volume de pedidos foi registrado nos estados de São Paulo (199 mil), Minas Gerais (70,3 mil) e Rio de Janeiro (52,1 mil). No Distrito Federal, foram 12.151 solicitações em junho.

E a maior parte dos pedidos do mês (67,9%) foi realizada de forma digital, por meio do portal gov.br ou do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, segundo o Ministério da Economia. 



Fonte: Correio Braziliense

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